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Super companheiro, o pequeno Pug é excelente na arte de fazer amigos e conquistar fãs incondicionais

Na Europa, esta adorável raça foi favorita de muitos reis e rainhas, por ser uma raça encantadora, compacta, de excelente temperamento e maneiras dignas. Sua beleza (nem todos pensam assim...) caracteriza-se pelas rugas que vincam sua cara achatada e cabeça, sua cauda enroscada e sua pelagem lisa e de textura firme. Seu temperamento é excelente, sendo um cãozinho muito afetuoso (chega a ser "grudento") e carente de sua atenção.

Alguns historiadores pensam que que os Pugs descendem de uma varidade de Pequinês de pêlo curto, enquanto outros afirmam que ele é uma versão miniaturizada do Mastim, mas esta última versão não tem fundamento, pois a única similaridade que pode haver entre estas duas raças é a pelagem; o crânio dos dois é completamente diferente.

Existe uma história clássica, que aparece na publicação de Sir Roger Williams, datada de 1618, Actions in the Low Countries, sobre o Pug de nome Pompey, que teria salvo a vida de William, príncipe de Orange, dando alarme quando inimigos se aproximavam. Tal fato, que se acredita ter ocorrido entre 1571 e 1573, seria uma excelente razão para sua grande popularidade na corte de William e seus sucessores.
Não se sabe ao certo porque a raça começou a ser chamada de Pug. Sabe-se, contudo, que as palavras pug, pugg e pugge eram usadas para expressar afeição. Pug também poderia ser derivada de Puck, já que esta palavra era traduzida por travesso ou travessura, ou pucker, que significa ruga ou prega. Pug também era uma palavra usada para designar pequenos macacos usados como pets nos séculos XVII e XVIII.

 


Difícil resistir ao encantamento produzido pelo Pug. Nem mesmo o padrão oficial da raça escapou à paixão que ele provoca. Basta ler um trecho daquele documento e sentir o poder de sedução desse conquistador. "Sua expressão é doce e alerta; quando excitado, os olhos parecem cheios de fogo", descreveram os ingleses que elaboraram o texto, deixando transparecer a intensidade de seus sentimentos

Ciúme dos outros bichos da casa é algo que o Pug não hesita em evidenciar.
Excetuando-se a disputa pelo dono, o relacionamento entre os Pugs, mesmo com outras raças ou animais, é totalmente afetuoso. "Muitos cães, se acostumados desde filhotes, se dão bem com outras raças. Mas o Pug tem uma tendência maior de aceitação mesmo se adulto.

É uma raça extremamente limpa, o Pug costuma avisar o dono, quando quer que troque o jornal onde faz suas necessidades mostra-se agoniado, num vai e vem entre o jornal e o dono.


O focinho achatado do Pug exige atenção às condições de temperatura, principalmente no carro. Ambientes muito quentes provocam cansaço e falta de ar. "Não é aconselhável sair com sol, pois o cão pode ficar extremamente cansado".O Pug pode sentir falta de ar se estiver em um lugar muito quente pode até morrer em pouco tempo, devido às estreitas vias respiratórias".

Controlado o problema da temperatura ambiente, sair de carro com o Pug é um sossego. "Comporta-se superbem. Senta no banco traseiro ou na caixinha de viagem, e vai quietinho"

Embora o Pug tenha um físico resistente, a falta de ar provocada pelo calor limita as atividades físicas. "Tem pouquíssimo fôlego, não servindo para correr, por exemplo. "Esforços o cansam logo, a respiração precária impede a prática de esportes".
 

Problemas comuns à raça

Os Pugs são cães bastante saudáveis e dificilmente apresentam problemas desde que sejam alimentados de forma correta e tenham a higiene de suas dobrinhas sempre limpas.

Outro cuidado especial é com o calor. Os Pugs, assim como todos os demais cães de focinho curto, devem evitar fazer exercícios nas horas mais quentes do dia.

  • Obesidade os pugs são considerados comilões e têm forte tendência a engordar, o que pode causar problemas sérios na coluna vertebral. Para evitar este tipo de problema o melhor é a prevenção, incluindo uma ração de qualidade e na quantidade adequada e passeios regulares.

  • Dermatites – especialmente as causadas por fungos, comuns em ambientes muito quentes e/ou quando os cães são mal secos.

  • Conjuntivites

 

De modo geral, o Pug não apresenta problemas de saúde.

O Pug pode, ainda, ser vítima de luxação da patela ou de uma irritação de pele, provocada pela bactéria Staphylococus.

 


PADRÃO OFICIAL

CBKC n°253, de 3/5/1994
FCI n° 253b, de 24/6/1987

País de origem: China
País patrono na FCI: Inglaterra
Nome no país de origem: Pug (Carlin Mops)
Utilização: Companhia
 

APARÊNCIA GERAL: inquestionavelmente quadrado e massudo, deve se apresentar Multum in parvo (muita substância em pequeno volume), o que transparece em sua forma compacta, de proporcionalidade entre as partes e musculatura firme, com muito charme, dignidade e inteligência, de comportamento equilibrado, alegre e esperto.
CABEÇA E CRÂNIO: grande, arredondada, nunca em forma de maçã e sem sulco sagital no crânio. Focinho curto, rombudo, quadrado, sem ser projetado para cima, com rugas claramente definidas.
Olhos: escuros, muito grandes, brilhantes, de formato globular, expressão doce e alerta. Quando o cão está excitado parecem cheios de fogo.
Orelhas: finas, pequenas, macias como veludo. Há dois tipos: orelha em rosa, pequena, caída, dobrada para trás e exibindo a face interna; orelha em botão, caída para a frente, com a ponta repousando junto ao crânio, cobrindo o meato acústico e apontando par os olhos. A preferência é por esse último tipo. Boca: ligeiramente prognata inferior. A mandíbula larga; incisos inferiores, praticamente em linha reta. Torção mandibular, dentes ou língua aparente com a boca fechada, são defeitos graves.
PESCOÇO: forte, grosso, levemente arqueado para parecer uma crista, de comprimento suficiente para o porte alto da cabeça.
ANTERIORES: muito fortes, retos, de comprimento moderado, bem ajustados ao tórax, ombros bem inclinados.
TRONCO: curto e compacto, peito largo e costelas bem arqueadas. Linha superior de nível, sem arqueamento ou sela.
POSTERIORES: muito fortes, retos, de comprimento moderado, com boa angulação de joelhos, bem acoplados ao tronco. Visto de trás, retos e paralelos.
PATAS: ovais, nem de lebre nem de gato, com dedos separados, unhas pretas.
CAUDA: de inserção alta, enroscada é altamente desejável.
MOVIMENTAÇÃO: visto pela frente e por trás, os membros devem se movimentar no mesmo plano dos ombros e corretamente direcionados para a frente. Utiliza os membros anteriores com decisão, colocando-os bem à frente, e os posteriores, movendo com liberdade e pleno uso da articulação do joelho. Um leve roll, nos posteriores, é típico na movimentação.
PELAGEM: fina, lisa, macia, curta e brilhante, nem dura nem lanosa.
COR: prateada, abricó, castanho ou preta; cada uma delas bem definida, para fazer nítido contraste entre a cor da pelagem e a faixa preta que se estende do occipital à raíz da cauda e máscara. Máscara no focinho, nas orelhas e nas bochechas, e diamante na testa e a faixa no dorso o mais escura possível.
TAMANHO: peso ideal entre 6,300 e 8,100 quilos.
FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão, deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
NOTA: os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, totalmente descidos e bem acomodados na bolsa escrotal.


Informações da Revista Cães & Cia.

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